História e Cinema (6) - Desejo de Matar (1974)

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Charles Bronson

Aviso!!!

Este post contém Spoilers do filme Desejo de Matar (Death Wish) de 1974

O ano era 1974, como eu já disse outros post sobre filmes dessa época, os Estados Unidos estavam na ressaca do período conhecido como Summer of Love, período entre 1967 e 1971.

A crise do petroléo encerrava um dos períodos mais prospéros da humanidade e dava a um período de crise e desesperanças, as instituições políticas americanas estava em descrédito devido a derrota na guerra do Vietnã e o escândalo do Watergate.

Para piorar, Grandes Cidades como Nova Iorque começavam a sofrer de um surto de violência e crimes, que só seriam sanados com políticas agressivas quase duas décadas depois.

É desse período que datam filmes em que os Anti-Heróis são valorizados, exemplos são inúmeros como Taxi Driver, Operação França e Dirty Harry.

Portanto, o clima dos EUA nesse período era um pouco de desesperança, e o cinema refletia bem esse clima.

Além disso, Desejo de Matar menciona questões culturais interessantes dos americanos, como a relação dos americanos com as armas de fogo e os choques culturais das grandes metrópoles situadas nas duas costas e as cidades do meio oeste americano.

Desejo de Matar, de 1974, é o filme de hoje na volta da Coluna História e Cinema.

Campus Party Brasil 2012 - Uma carta aos amigos campuseiros ou uma experiência física, emocional e espirítual

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

 

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O Historiador francês François Furet conclamou em seu livro “Pensando a Revolução Francesa” que o historiadores mostrassem suas cores, isto é, que se desfizesem do manto da imparcialidade.

Esse texto não será algo imparcial, apenas factual, será um relato meu, da minha visão sobre a quinta Campus Party Brasil, sobre aquilo que senti e vivi nos dias 6 a 12 de Fevereiro do ano de 2012.

Eu posso falar que foram os momentos mais intensos em 21 anos e 9 meses de vida, em intensidade, essa Campus superou muito a edição do ano passado, já em outros pontos…

Eu tinha prometido uma cobertura do evento, mas não rolou, o negócio foi tão intenso que raros foram os momentos em que eu liguei meu Notebook.

Então vou falar tudo nesse texto, que faz ficar gigantesco, mas fazer o que né?

O mito Vargas

sábado, 28 de janeiro de 2012

Por Ângela de Castro Gomes

Getúlio Vargas é, com toda a certeza, um dos maiores nomes do cenário político brasileiro do século XX. Sua presença e força políticas atravessaram as décadas de 1920, 1930, 1940 e 1950, instalando-se como referência inquestionável após o suicídio, ocorrido em 24 de agosto de 1954.

Vargas, durante essa longa trajetória, foi sendo identificado tanto por suas surpreendentes qualidades de estadista – coragem, sabedoria, ousadia –, como por suas características de "homem comum" – simpatia, malandrice, simplicidade –, facetas que o aproximavam ao mesmo tempo dos grandes líderes de seu tempo e do povo brasileiro, o "seu" povo.

Ficou conhecido como o "pai dos pobres", o protetor dos trabalhadores, mas também como o presidente em cujo governo trabalhadores foram presos, torturados e até mortos.

A Era Vargas - Parte Final

sábado, 21 de janeiro de 2012

Na sucessão de Vargas, em 1950, o PTB lançou Getúlio Vargas como candidato à presidência, ganhando com até uma certa facilidade, Vargas voltou ao poder, como se dizia na época “Nos braços do povo”

As principais propostas de Vargas eram uma continuidade da sua política economica de intervenção no estado por meio de empresas estatais, que teriam destaque nesse segundo governo a Eletrobrás (Energia Elétrica) e a Petrobrás (Petróleo).

Porém, os opositores de Vargas não engoliram bem essa vitória, principalmente a UDN (União Democrática Nacional) principal partido de oposição a Vargas e ao PTB na época, que tentaram impedir a posse de Vargas por meio da anulação do resultado da eleição, utilizando o argumento que a maioria dos votos (metade mais um) não fora alcançado por Vargas.

Entretanto, essa exigência não existia na legislação eleitoral de 1950 e o pedido de anulação foi negado e Vargas empossado em 31 de janeiro de 1951.

A Era Vargas – Parte III

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Utilizando-se do argumento que a polarização política entre a ALN e AIB estava enfraquecendo a República, Vargas e seus aliados civis e militares deram o golpe do Estado Novo em 10 de Novembro de 1937.

As eleições prometidas para 1938 eram uma falácia para inglês ver, além de desmarcar as eleições, o Congresso Nacional, Assembléias Legislativas e Câmaras Municipais foi fechadas, os partidos políticos extintos, as bandeiras estaduais banidas e cremadas numa cermônia cuja inspiração tinha nas cerimônias de carater fascista que ocorriam na Europa naquele período.

Além disso, começou-se uma perseguição a opositores, e o poderoso DIP (Departamento de Imprensa e Propaganda) começou a ditar tudo aquilo que seria publicado ou não no Brasil.

No outro lado, acelerou-se o processo de modernização da economia brasileira, que estava ocorrendo desde do início do século XX, com uma ênfase maior no período da Primeira Guerra Mundial, no processo que ficou conhecido como substituição de importações, isto é, começar a fabricar no Brasil praticamente tudo aquilo que era importado, de Manteiga até chapas de aço.

Para tentar legitimar seu Estado Novo, Vargas e seus aliados utilizaram-se muito do DIP, Departamento de Imprensa e Propaganda, para criar uma imagem paternalista de Vargas, principalmente para os trabalhadores, foi o DIP que criou a famosa frase que Vargas era o “Pai dos Pobres”.

Outro desse período foi o jogo papel, ainda que pequeno, que o Brasil desempenhou  na Segunda Guerra Mundial e as consequências que isso teria no futuro do regime de Vargas.

Continuamos nossa jornada na Era Vargas, agora no Estado Novo…

Rumo a Campus Party 2012!!!

sábado, 7 de janeiro de 2012

Pois é caros amigos e leitores do História sem Fronteiras, estamos a menos de um mês para a abertura da Campus Party Brasil, e este blog, fruto das desventuras de seu dono na edição do ano passado, não poderia de deixar de fazer um post sobre a Campus Party.

Vocês que me conhecem sabem que eu sou um estudante de História e que por isso eu poderia ser considerado um peixe fora d’agua no meio de um evento cujo público alvo é pessoas ligadas as ciências exatas ou tecnológicas, meu interesse esse ano na Campus Party é em relação à relação Ensino/Tecnologia, que num futuro próximo será tema de uma dissertação de mestrado ou uma tese de doutorado, enfim como diria o finado Presidente Juscelino Kubitscheck, isso é perfumaria...

Ao sair de São Paulo no domingo a tarde daquele fim de janeiro, eu tinha a certeza que voltaria no ano seguinte, principalmente pelos amigos que fiz, apesar dos perrengues que ocorreram no Centro Imigrantes, e aqui estou eu com as passagens compradas e a credencial aqui ao meu lado...

Mas eu preciso fazer algumas ponderações sobre algumas coisas que acho relevante serem faladas.

A primeira é: Será um Campus Party totalmente nova, como é de conhecimento geral, estamos de casa nova, a Campus saiu do Centro Imigrantes e foi para o Anhembi, então eu penso que quaisquer parâmetros de comparação desta Campus Party para as outras será invalido, sendo mais claro, teremos muitas surpresas, seja para o Bem ou para o Mal...

Anhembi, a nova casa da Campus Party

Eu faço uma prece para todos os deus existentes na cosmogonia deste planeta chamado Terra para que não ocorram os problemas que aconteceram o ano passado, uma coisa que eu quero e eu acho que 99,9% daqueles que foram o ano passado querem esse ano é apenas se divertir ou assistir os painéis e não protestar pela falta de energia.

Outro ponto relevante é, no nível de nomes, eu acho que teremos uma Campus Party inferior, não querendo desmerecer os nomes escolhidos pela organização, ao ano passado, talvez seja uma estratégia da organização em optar por nomes mais nacionais, mas sei lá, eu gostaria que a Campus tivesse mais convidados de renome para a edição deste ano.

Se existe uma Youpixzação da Campus Party, eu penso que ela sofrerá uma rejeição dos Campuseiros, porque pelos dados mostrados pela própria organização, a área das mídias sociais, menos de 17% daqueles que se inscreveram para a Campus optaram pela área da Social Media, eu penso que a Youpixzação da Campus seria uma forma de atrair mais atenção, chamar mais mídia, para a Campus Party.

Portanto, qualquer tentativa de se mudar a essência daquilo que é a Campus Party, será repudiada por aqueles que realmente fazem a Campus Party, que somos nós, os campuseiros.

Um problema crônico existente é a relação Campuseiro-Organização, coisas como membros da organização com respostas grosseiras a campuseiros pelo Twitter, problemas sérios relativos a prazos e alguns pontos obscuros do regulamento foram alguns conflitos que Organização e Campuseiros enfrentaram durante esse ano, e eu espero que a organização esteja mais bem preparada e informada quando começar a Campus, se não possivelmente teremos alguns problemas sérios, principalmente devido ao aumento substancial de número de participantes...

No mais, eu espero reencontrar meus amigos que fiz ano passado e que falei durante o ano passado inteiro virtualmente, fazer novos amigos, assistir alguns painéis e sair com novas perspectivas.

Enfim, tomara que a Campus Party que começa em Breve seja bem melhor que a Campus que eu fui ano passado.

A Era Vargas - Parte II

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012



São Paulo foi derrotado militarmente em sua Revolução por uma Constituição, mas conseguiram importantes ganhos políticos, o processo constitucionalização do país acelerou-se. Em maio de 1933 ocorreram as eleições para a Assembleia Nacional Constituinte, instalada no dia 15 de novembro do mesmo ano.

Esse momento é conhecido como Governo Constitucionalista que vai de 1934 até 1937, quando Vargas dá o golpe do Estado Novo, esse período é caracterizado pela polarização das forças políticas nos extremos, Comunistas de um lado e Integralistas do outro, que acabou sendo utilizado como justificativa para Vargas dar o Golpe do Estado Novo.

O História sem Fronteiras continua sua saga na Era Vargas


Esse post é continuação da Parte I - Leia aqui